A evolução da prevalência do autismo em crianças

Em 2021 o CDC, Centro de Controle de Doenças norte-americano, causou surpresa na comunidade autista ao apresentar a nova prevalência do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O índice de 1 criança autista para cada 54, diminuiu para 1 em cada 44. O gráfico com a evolução da prevalência do autismo em crianças, feito com dados coletados desde o ano 2000, quando a prevalência era de 1 caso para cada 150 crianças, mostra um crescimento praticamente contínuo e até culminar em 2018 a prevalência de 1 caso para cada 44 crianças, conforme demonstra a publicação.

Para o CDC, esse crescimento se deve à uma combinação de mudanças nas definições clínicas do autismo, que passou a incluir casos que antigamente não eram identificados, com o avanço no preparo dos profissionais para diagnosticar o TEA.

Já a...

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Inovações digitais tornam as intervenções no autismo baseadas em ABA mais acessíveis e significativas

Entre os muitos desafios que as famílias enfrentam ao receber um diagnóstico de autismo está a pressão financeira associada à condição de neurodesenvolvimento de seus filhos. As despesas médicas são estimadas em quatro a seis vezes maiores do que uma criança sem transtorno do espectro do autismo (TEA). Um custo que no Brasil está fora do alcance de muitas famílias.

Esse alto custo financeiro está associado ao enorme desafio de obter acesso a profissionais competentes e serviços de qualidade. O que se reflete principalmente em longas listas de espera para atendimento especializado.

No Brasil há cerca de 4 milhões de pessoas autistas. E à medida que a taxa de diagnósticos aumenta, aumenta também a necessidade de profissionais altamente qualificados, que se já são disputados nos grandes centros, são ainda mais escassos nas cidades do...

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As Mulheres e o Autismo

Anualmente o dia 8 de março reforça a difusão de informações acerca das amplas e profundas diferenças socialmente impostas entre os gêneros no Brasil e no mundo. Essas desigualdades são especialmente visíveis nos campos da educação e da saúde, dois segmentos historicamente vistos como extensões do ofício da maternidade ligados ao cuidado e formação dos filhos.

No âmbito da neurodiversidade essa diferença se impõe de forma ainda mais acentuada. Se a cor azul é requisitada para representar a, já questionada, ampla prevalência do sexo masculino entre os diagnosticados com transtorno do espectro do autismo (TEA), seria necessário pintar de rosa quase a totalidade da rede de atendimento aos autistas que no mundo ideal é formada por uma equipe multidisciplinar que inclui profissionais de múltiplas especialidades...

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