A evolução da prevalência do autismo em crianças

Em 2021 o CDC, Centro de Controle de Doenças norte-americano, causou surpresa na comunidade autista ao apresentar a nova prevalência do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O índice de 1 criança autista para cada 54, diminuiu para 1 em cada 44. O gráfico com a evolução da prevalência do autismo em crianças, feito com dados coletados desde o ano 2000, quando a prevalência era de 1 caso para cada 150 crianças, mostra um crescimento praticamente contínuo e até culminar em 2018 a prevalência de 1 caso para cada 44 crianças, conforme demonstra a publicação.

Para o CDC, esse crescimento se deve à uma combinação de mudanças nas definições clínicas do autismo, que passou a incluir casos que antigamente não eram identificados, com o avanço no preparo dos profissionais para diagnosticar o TEA.

Já a variação da prevalência por sexo mantém a predominância do diagnóstico em meninos, justificada tanto pela hipótese de um risco aumentado de desenvolvimento de TEA em meninos, quanto pela diferença da apresentação dos sinais e características do autismo em meninos e meninas, que pode favorecer o diagnóstico em meninos. No gráfico mantém-se a proporção de diagnóstico em 1 menina para cada 4,1 meninos.

Um dado animador é demonstrado pelo gráfico que apresenta a diminuição do tempo de diagnóstico, fator que favorece o início da intervenção especializada, proporcionando o melhor desenvolvimento da criança autista. Uma comparação entre 2010 e 2014 demonstra a diminuição de 1 ano na média de diagnósticos de autismo. 

A evolução das pesquisas científicas e o intenso ativismo de autistas e familiares que estudam, divulgam e debatem os conhecimentos produzidos e também as tentativas de desinformação em relação a esse tema, certamente influenciam na evolução desses dados.

Apesar de ainda haver um longo percurso de luta para informação social para combater o preconceito e a efetivação das conquistas já garantidas pela lei, a tendência é de evolução.

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