A evolução da prevalência do autismo em crianças

Em 2021 o CDC, Centro de Controle de Doenças norte-americano, causou surpresa na comunidade autista ao apresentar a nova prevalência do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O índice de 1 criança autista para cada 54, diminuiu para 1 em cada 44. O gráfico com a evolução da prevalência do autismo em crianças, feito com dados coletados desde o ano 2000, quando a prevalência era de 1 caso para cada 150 crianças, mostra um crescimento praticamente contínuo e até culminar em 2018 a prevalência de 1 caso para cada 44 crianças, conforme demonstra a publicação.

Para o CDC, esse crescimento se deve à uma combinação de mudanças nas definições clínicas do autismo, que passou a incluir casos que antigamente não eram identificados, com o avanço no preparo dos profissionais para diagnosticar o TEA.

Já a...

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Como facilitar a volta às aulas ou mudança de escola para o aluno autista?

Se o retorno à escola por si já desperta apreensão, o retorno à uma escola nova só aumenta essa tensão. Adicione a esse contexto quase 2 anos de afastamento do ambiente escolar por conta da pandemia e temos a receita para um aluno, uma família e uma equipe escolar insegura.

Para lidar com esse cenário um trabalho de equipe é fundamental para tornar o retorno à nova escola um processo bem mais leve para o estudante, para a equipe escolar e para a família. Vejamos 7 medidas práticas baseadas na ABA aplicada ao TEA que podem colaborar nesse processo:

1 – Apresente visualmente a escola e os educadores. A ciência mostra que o cérebro de pessoas com TEA têm um funcionamento mais visual. Por essa razão, uma história social com a foto da fachada da escola, dos principais ambientes como sala de aula, pátio e banheiro já proporcionarão recursos...

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AUTISMO: O espectro do QI

autismo diagnóstico tea Dec 28, 2021

Autismo sem deficiência intelectual é mais comum do que relatado anteriormente

Por Jonathan Moens

Desvio de rastreamento: pessoas autistas com QI abaixo da média podem ser mais facilmente reconhecidas pelos médicos.

Mais da metade das pessoas autistas nos Estados Unidos têm um quociente de inteligência (QI) médio ou acima da média, um aumento em relação às estimativas anteriores, sugere um novo estudo longitudinal com crianças em Minnesota.

O aumento pode refletir uma maior conscientização e compreensão da condição, bem como melhorias no reconhecimento e detecção dela, diz a pesquisadora principal Maja Katusic, uma pediatra de desenvolvimento da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota.

Em 2016, a proporção de crianças autistas nos EUA com QI médio ou superior foi de 42 por cento, de acordo com os dados de prevalência...

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AUTISMO INVISÍVEL

A realidade do diagnóstico de autismo em pessoas negras

  1. Crianças autistas negras têm 2,6 vezes mais probabilidade de receberem diagnósticos errados de transtorno de ajustamento ou transtorno de conduta, antes do diagnóstico de TEA
  2. Crianças autistas negras não são mais propensas a ter comportamentos de agressão e hiperatividade do que as crianças brancas no espectro
  3. A probabilidade de diagnóstico de crianças negras aumenta quando o indivíduo tem apresentações clínicas de TEA que requerem maior nível de suporte
  4. Atrasos nos processos de avaliação de crianças negras podem alongar entre 1,5 e 3 anos o processo de diagnóstico de TEA

O racismo contra negros é um problema que também se estende ao campo do autismo afetando desde o diagnóstico até o encaminhamento e prestação de serviços adequados....

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Inclusão Escolar e Políticas Públicas para Autistas

Com Adriana Godoy

Uma parceria Autismo Projeto Integrar, Grupo Gradual e Adapte Educação lança o curso gratuito de Inclusão Escolar e Políticas Públicas para Autistas.

Voltado para você familiar de pessoa autista e também para você profissional da educação que teve, tem ou certamente terá pessoas autistas na sua escola.

Programa do curso:

  • Breve histórico das políticas públicas para inclusão;
  • Documentos norteadores da inclusão nas escolas regulares públicas e privadas;
  • Horizontes da inclusão na EJA, cursos técnicos e profissionalizantes.

O exercício dos direitos dos autistas depende do conhecimento da legislação que os sustentam. Família, professores e comunidade são co-responsáveis. Saiba quais leis e notas técnicas podem colaborar com as ações de inclusão nas escolas.

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Sem Limites: Quanto tempo de intervenção é ideal para um autista?

Depende das necessidades clínicas do indivíduo.

Na avaliação da necessidade de horas de intervenção são considerados os déficits cognitivos, de linguagem, interação social e processamento sensorial, além da frequência e intensidade de comportamentos disruptivos.

Tratamento focado: 10 a 25 horas semanais, sem contar supervisão e treinamento de pais e cuidadores.

Tratamento abrangente: 30 a 40 horas semanais, 1:1 de intervenção diretamente com o indivíduo, sem contar o treinamento de pais e cuidadores, supervisão e outros serviços necessários. Posteriormente as horas de terapia podem ser elevadas ou diminuídas de acordo com a resposta do cliente. O aumento de horas é indicado para favorecer o alcance de metas do tratamento. Indica-se a diminuição quando o cliente alcança a maioria das metas do tratamento.

O tratamento...

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Inovações digitais tornam as intervenções no autismo baseadas em ABA mais acessíveis e significativas

Entre os muitos desafios que as famílias enfrentam ao receber um diagnóstico de autismo está a pressão financeira associada à condição de neurodesenvolvimento de seus filhos. As despesas médicas são estimadas em quatro a seis vezes maiores do que uma criança sem transtorno do espectro do autismo (TEA). Um custo que no Brasil está fora do alcance de muitas famílias.

Esse alto custo financeiro está associado ao enorme desafio de obter acesso a profissionais competentes e serviços de qualidade. O que se reflete principalmente em longas listas de espera para atendimento especializado.

No Brasil há cerca de 4 milhões de pessoas autistas. E à medida que a taxa de diagnósticos aumenta, aumenta também a necessidade de profissionais altamente qualificados, que se já são disputados nos grandes centros, são ainda mais escassos nas cidades do...

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Autismo e Mercado de Trabalho

Trabalho: Há vagas para autistas?

Atualmente, trabalho é um privilégio para poucos autistas.

Estima-se que apenas 15% dos adultos autistas estejam trabalhando.

No Brasil são cerca de 1,5 milhão de adultos com autismo desempregados, 70% deles sofrem com depressão e ansiedade.

Não é por acaso que o índice de suicídio entre autistas seja 10 vezes mais alto do que no restante da população.

Hoje, temos cerca de 3,5 milhões de crianças com autismo que irão crescer nos próximos anos. É preciso pensar e mobilizar esforços para que todas sejam incluídas.

Programas de capacitação baseados em ABA podem contribuir para inserir esse público no mercado de trabalho.

Para autistas de alto funcionamento a existem programas de inserção no mercado de trabalho e apoio a sua adaptação dentro das empresas parceiras.

O desafio...

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Frequência e mudança do comportamento

A frequência da ocorrência de um comportamento está intimamente ligada ao conceito do comportamento operante definida por Skinner, ou seja, a ação que impacta o ambiente.

Essa compreensão começou a ser delineada em 1898, quando Edward L. Thorndike formulou a Lei do Efeito que diz que o comportamento de um organismo é fortalecido mediante às consequências obtidas. Tendemos a continuar fazendo aquilo que nos proporciona resultados satisfatórios. Dessa forma, operamos sobre o ambiente à nossa volta e o ambiente é impactado pela nossa operação, razão pela qual somos sensíveis às consequências das nossas atitudes.

As consequências do comportamento podem ser reforçadoras, punitivas ou nulas, que é exatamente quando nada acontece e são essas consequências que irão moldar a força ou frequêcia de um...

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Fonoaudiologia no Autismo

A análise do comportamento vê a linguagem como um comportamento operante.

Quer dizer que a linguagem age sobre o ambiente do falante, que é impactado pelas consequências geradas por ela.

A diferença é que as consequências desse comportamento verbal são mediadas pelo outro. As dificuldades de interação dos autistas impactam diretamente no desenvolvimento da sua linguagem.

A fonoaudiologia é uma especialidade fundamental no desenvolvimento da linguagem das pessoas autistas e sua intervenção aliada à ABA potencializa o seu impacto terapêutico.

Nosso reconhecimento e homenagem às fonoaudiólogas pelo seu dia e pelo precioso serviço que prestam ao desenvolvimento humano através da linguagem! Parabéns!!!

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Estamos constantemente envolvidos na pesquisa, na elaboração de novos materiais e cursos baseados em evidências científicas sobre autismo, desenvolvimento atípico e aprendizagem. Garantimos que todo conteúdo que encontrar aqui tem muita pesquisa e objetividade.