Mães e pais também devem aprender sobre a ABA?

A terapia baseada em ABA, que é a sigla de Applied Behavior Analisys, em português Análise do Comportamento Aplicada, é hoje um dos tratamentos mais utilizados para pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Ela busca ampliar comportamentos, interesses e habilidades que sejam socialmente relevantes para a pessoa autista e diminuir aqueles que podem ser prejudiciais para o seu desenvolvimento, aprendizagem e interação social.

Para isso, ela basicamente analisa os comportamentos, destrinchando o que acontece antes e o que acontece depois do comportamento escolhido que está fazendo com que ele ocorra novamente. Parece simples, mas à medida que estudamos percebemos que é bastante complexo, por uma série de razões como a própria evolução da ABA aplicada ao TEA, que exige respeito fundamental aos interesses dos seus clientes, que não são as mães e pais, mas...

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5 dicas de como lidar com comportamentos disruptivos

Uma das características marcantes no autismo é a dificuldade em lidar com alguns tipos de frustrações em razão de algumas particularidades da condição, como inflexibilidade, rigidez, interesses restritos, dificuldades em regular os próprios sentimentos, e especialmente dificuldades na compreensão ou na expressão da linguagem.

O sentimento de frustração pode aparecer na criança ao tentar ganhar atenção, fugir de algumas atividades, entre outras situações. Neste momento ocorrem os comportamentos disruptivos, que são respostas emitidas por meio de gritos, choros, se jogar no chão, quebrar objetos, agressividade, etc.

Isso pode ser desafiador para qualquer mãe e qualquer pai.

Por isso, trouxemos 5 dicas de como você pode lidar com esses comportamentos:

  1. Analise o comportamento indesejado feito pela criança. Para isso você pode...
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Como preparar sua criança autista para curtir as festas juninas

Chegou junho e com ele já vem à mente as bandeirinhas, fogueira, paçoca, pé de moleque e roupas caipiras. Após 2 anos sem poder festejar, este ano as Festas Juninas prometem ser uma atração imperdível para diversas famílias.

As crianças dentro do espectro autista, em sua grande maioria, também amam momentos de diversão como estes. Mas, deve-se levar em consideração algumas limitações que podem ocorrer, como sensibilidade a certos estímulos, como texturas, cores, cheiros, ruídos altos.

Mas mães e pais podem preparar seus filhos e filhas autistas antecipadamente para que estes estímulos sejam amenizados. Por isso, separamos algumas dicas para vocês:

  • Faça com que sua criança vista a roupa de caipira por alguns momentos em casa, para que você possa verificar se algo relacionado à textura da roupa a incomoda; se sim,...
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Os Benefícios da Terapia ABA no Autismo

Quando falamos de ABA, devemos nos referir a ela no feminino, já que a Análise do Comportamento Aplicada é uma ciência e não um método, portanto, invalidando o uso do artigo masculino.

As terapias baseadas na ciência ABA acumulam os mais robustos dados científicos de eficácia no tratamento de pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ela contribui para ajudar pessoas autistas a adquirir ou aprimorar habilidades que lhes são mais desafiadoras, a como comunicação e interação social com colegas, além de colaborar para reduzir comportamentos que lhes são prejudiciais como agressão contra outros ou até contra si própria.

Como ciência, a ABA se baseia em 7 dimensões fundamentais que são: Aplicada, Comportamental, Analítica, Tecnológica, Conceitual, Eficaz e Generalizável. São fundamentos que exigem estudo...

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A evolução da prevalência do autismo em crianças

Em 2021 o CDC, Centro de Controle de Doenças norte-americano, causou surpresa na comunidade autista ao apresentar a nova prevalência do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O índice de 1 criança autista para cada 54, diminuiu para 1 em cada 44. O gráfico com a evolução da prevalência do autismo em crianças, feito com dados coletados desde o ano 2000, quando a prevalência era de 1 caso para cada 150 crianças, mostra um crescimento praticamente contínuo e até culminar em 2018 a prevalência de 1 caso para cada 44 crianças, conforme demonstra a publicação.

Para o CDC, esse crescimento se deve à uma combinação de mudanças nas definições clínicas do autismo, que passou a incluir casos que antigamente não eram identificados, com o avanço no preparo dos profissionais para diagnosticar o TEA.

Já a...

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Como facilitar a volta às aulas ou mudança de escola para o aluno autista?

Se o retorno à escola por si já desperta apreensão, o retorno à uma escola nova só aumenta essa tensão. Adicione a esse contexto quase 2 anos de afastamento do ambiente escolar por conta da pandemia e temos a receita para um aluno, uma família e uma equipe escolar insegura.

Para lidar com esse cenário um trabalho de equipe é fundamental para tornar o retorno à nova escola um processo bem mais leve para o estudante, para a equipe escolar e para a família. Vejamos 7 medidas práticas baseadas na ABA aplicada ao TEA que podem colaborar nesse processo:

1 – Apresente visualmente a escola e os educadores. A ciência mostra que o cérebro de pessoas com TEA têm um funcionamento mais visual. Por essa razão, uma história social com a foto da fachada da escola, dos principais ambientes como sala de aula, pátio e banheiro já proporcionarão recursos...

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AUTISMO: O espectro do QI

autismo diagnóstico tea Dec 28, 2021

Autismo sem deficiência intelectual é mais comum do que relatado anteriormente

Por Jonathan Moens

Desvio de rastreamento: pessoas autistas com QI abaixo da média podem ser mais facilmente reconhecidas pelos médicos.

Mais da metade das pessoas autistas nos Estados Unidos têm um quociente de inteligência (QI) médio ou acima da média, um aumento em relação às estimativas anteriores, sugere um novo estudo longitudinal com crianças em Minnesota.

O aumento pode refletir uma maior conscientização e compreensão da condição, bem como melhorias no reconhecimento e detecção dela, diz a pesquisadora principal Maja Katusic, uma pediatra de desenvolvimento da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota.

Em 2016, a proporção de crianças autistas nos EUA com QI médio ou superior foi de 42 por cento, de acordo com os dados de prevalência...

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AUTISMO INVISÍVEL

A realidade do diagnóstico de autismo em pessoas negras

  1. Crianças autistas negras têm 2,6 vezes mais probabilidade de receberem diagnósticos errados de transtorno de ajustamento ou transtorno de conduta, antes do diagnóstico de TEA
  2. Crianças autistas negras não são mais propensas a ter comportamentos de agressão e hiperatividade do que as crianças brancas no espectro
  3. A probabilidade de diagnóstico de crianças negras aumenta quando o indivíduo tem apresentações clínicas de TEA que requerem maior nível de suporte
  4. Atrasos nos processos de avaliação de crianças negras podem alongar entre 1,5 e 3 anos o processo de diagnóstico de TEA

O racismo contra negros é um problema que também se estende ao campo do autismo afetando desde o diagnóstico até o encaminhamento e prestação de serviços adequados....

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Inclusão Escolar e Políticas Públicas para Autistas

Com Adriana Godoy

Uma parceria Autismo Projeto Integrar, Grupo Gradual e Adapte Educação lança o curso gratuito de Inclusão Escolar e Políticas Públicas para Autistas.

Voltado para você familiar de pessoa autista e também para você profissional da educação que teve, tem ou certamente terá pessoas autistas na sua escola.

Programa do curso:

  • Breve histórico das políticas públicas para inclusão;
  • Documentos norteadores da inclusão nas escolas regulares públicas e privadas;
  • Horizontes da inclusão na EJA, cursos técnicos e profissionalizantes.

O exercício dos direitos dos autistas depende do conhecimento da legislação que os sustentam. Família, professores e comunidade são co-responsáveis. Saiba quais leis e notas técnicas podem colaborar com as ações de inclusão nas escolas.

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Sem Limites: Quanto tempo de intervenção é ideal para um autista?

Depende das necessidades clínicas do indivíduo.

Na avaliação da necessidade de horas de intervenção são considerados os déficits cognitivos, de linguagem, interação social e processamento sensorial, além da frequência e intensidade de comportamentos disruptivos.

Tratamento focado: 10 a 25 horas semanais, sem contar supervisão e treinamento de pais e cuidadores.

Tratamento abrangente: 30 a 40 horas semanais, 1:1 de intervenção diretamente com o indivíduo, sem contar o treinamento de pais e cuidadores, supervisão e outros serviços necessários. Posteriormente as horas de terapia podem ser elevadas ou diminuídas de acordo com a resposta do cliente. O aumento de horas é indicado para favorecer o alcance de metas do tratamento. Indica-se a diminuição quando o cliente alcança a maioria das metas do tratamento.

O tratamento...

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Estamos constantemente envolvidos na pesquisa, na elaboração de novos materiais e cursos baseados em evidências científicas sobre autismo, desenvolvimento atípico e aprendizagem. Garantimos que todo conteúdo que encontrar aqui tem muita pesquisa e objetividade.