Blog da Adapte

9 em Cada 10 Mulheres Autistas Já Foram Vítimas de Violência Sexual

Por Marcia Pedralino e Tatiana Takeda

Ainda nos dias atuais, ser mulher ainda é uma condição que por si já implica um estado de vulnerabilidade perante a violência. A mulher com deficiência está ainda mais vulnerável. É o que mostra o Atlas da Violência 2021, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), juntamente com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

A partir de Estatísticas disponibilizadas pelo programa de Vigilância em Violência e Acidentes do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Viva/Sinan), do Ministério da Saúde, o estudo mostra que as mulheres com deficiência correspondem a 60% das vítimas de violência cometida contra pessoas com deficiência, sendo mais de 42,1% são casos de violência doméstica, ou seja, os principais algozes são familiares...

Continue lendo...

Como Identificar em que Fase de Desenvolvimento Está a Sua Criança

Nas consultas pediátricas, o médico irá perguntar coisas como: Sua criança já sorriu? Rolou para o lado? Gosta de ser abraçada? Balbucia de volta, ou sorri quando vê uma cara nova?

Todas essas perguntas, por mais simples que pareçam, têm relação com os marcos do desenvolvimento da criança. E é muito importante estar atento e observar cada detalhe, para ver se cada estágio do desenvolvimento está sendo atingido adequadamente e no tempo esperado.

Embora cada criança seja única, vale lembrar que cada marco do desenvolvimento tem uma faixa etária esperada, e quando se trata do desenvolvimento atípico é comum haver atrasos para alcançá-los. Por isso, ao se observar demora no desenvolvimento, é importante intervir com terapias de estimulação precoce, como a ABA, por exemplo.

O que esperar do desenvolvimento da...

Continue lendo...

Entenda Sobre a Ciência ABA na Prática

ABA não é um método. É ciência. No SuperABA te apresentamos a ABA aplicada à pessoa autista. Te mostramos como um especialista usa a ABA para analisar INDIVIDUALMENTE cada criança, e a partir das suas necessidades e preferências, programa estratégias para o tratamento.

O profissional analisa comportamentos alvo, usando a tríplice contingência: Antecedente, Resposta e Consequência. É simples na fórmula, mas complexo quando se transporta essa análise para as especificidades das necessidades orgânicas de uma pessoa, para o repertório individual de conhecimento e preferências que ela já tem, e para a própria cultura familiar e social.

É com base nessa complexidade, que o especialista em ABA orienta a aplicação de programas que ensinam comportamentos socialmente relevantes para cada indivíduo, comunicando o que deseja e o que...

Continue lendo...

Habilidades Sociais Após a Pandemia

Uncategorized Sep 07, 2022

Após dois anos de vida em isolamento, mesmo os adultos típicos estão com dificuldade de cultivar e estabelecer novas relações sociais. A falta de encontros presenciais e a “proteção” pelas telas parece ter atrofiado nossa inteligência social.

Para autistas esse impacto foi ainda mais intenso, já que o funcionamento cerebral desse público já tem uma inata dificuldade de comunicação que dificulta a interpretação de expressões faciais e sutilezas desse processo tais como prosódia da fala e figuras de linguagem.

No último encontro do Doutores TEA, o Dr. Mateus Brasileiro, enfatizou que mais do que treinar cumprimentos mecanizados, é importante estimular o interesse da pessoa autista pelo outro. Esse é um processo longo que exige tempo e investimento em características como:

  • MOTIVAÇÃO para estar com o outro...
Continue lendo...

Mães e pais também devem aprender sobre a ABA?

A terapia baseada em ABA, que é a sigla de Applied Behavior Analisys, em português Análise do Comportamento Aplicada, é hoje um dos tratamentos mais utilizados para pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Ela busca ampliar comportamentos, interesses e habilidades que sejam socialmente relevantes para a pessoa autista e diminuir aqueles que podem ser prejudiciais para o seu desenvolvimento, aprendizagem e interação social.

Para isso, ela basicamente analisa os comportamentos, destrinchando o que acontece antes e o que acontece depois do comportamento escolhido que está fazendo com que ele ocorra novamente. Parece simples, mas à medida que estudamos percebemos que é bastante complexo, por uma série de razões como a própria evolução da ABA aplicada ao TEA, que exige respeito fundamental aos interesses dos seus clientes, que não são as mães e pais, mas...

Continue lendo...

5 dicas de como lidar com comportamentos disruptivos

Uma das características marcantes no autismo é a dificuldade em lidar com alguns tipos de frustrações em razão de algumas particularidades da condição, como inflexibilidade, rigidez, interesses restritos, dificuldades em regular os próprios sentimentos, e especialmente dificuldades na compreensão ou na expressão da linguagem.

O sentimento de frustração pode aparecer na criança ao tentar ganhar atenção, fugir de algumas atividades, entre outras situações. Neste momento ocorrem os comportamentos disruptivos, que são respostas emitidas por meio de gritos, choros, se jogar no chão, quebrar objetos, agressividade, etc.

Isso pode ser desafiador para qualquer mãe e qualquer pai.

Por isso, trouxemos 5 dicas de como você pode lidar com esses comportamentos:

  1. Analise o comportamento indesejado feito pela criança. Para isso você pode...
Continue lendo...

Como preparar sua criança autista para curtir as festas juninas

Chegou junho e com ele já vem à mente as bandeirinhas, fogueira, paçoca, pé de moleque e roupas caipiras. Após 2 anos sem poder festejar, este ano as Festas Juninas prometem ser uma atração imperdível para diversas famílias.

As crianças dentro do espectro autista, em sua grande maioria, também amam momentos de diversão como estes. Mas, deve-se levar em consideração algumas limitações que podem ocorrer, como sensibilidade a certos estímulos, como texturas, cores, cheiros, ruídos altos.

Mas mães e pais podem preparar seus filhos e filhas autistas antecipadamente para que estes estímulos sejam amenizados. Por isso, separamos algumas dicas para vocês:

  • Faça com que sua criança vista a roupa de caipira por alguns momentos em casa, para que você possa verificar se algo relacionado à textura da roupa a incomoda; se sim,...
Continue lendo...

Os Benefícios da Terapia ABA no Autismo

Quando falamos de ABA, devemos nos referir a ela no feminino, já que a Análise do Comportamento Aplicada é uma ciência e não um método, portanto, invalidando o uso do artigo masculino.

As terapias baseadas na ciência ABA acumulam os mais robustos dados científicos de eficácia no tratamento de pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ela contribui para ajudar pessoas autistas a adquirir ou aprimorar habilidades que lhes são mais desafiadoras, a como comunicação e interação social com colegas, além de colaborar para reduzir comportamentos que lhes são prejudiciais como agressão contra outros ou até contra si própria.

Como ciência, a ABA se baseia em 7 dimensões fundamentais que são: Aplicada, Comportamental, Analítica, Tecnológica, Conceitual, Eficaz e Generalizável. São fundamentos que exigem estudo...

Continue lendo...

A evolução da prevalência do autismo em crianças

Em 2021 o CDC, Centro de Controle de Doenças norte-americano, causou surpresa na comunidade autista ao apresentar a nova prevalência do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O índice de 1 criança autista para cada 54, diminuiu para 1 em cada 44. O gráfico com a evolução da prevalência do autismo em crianças, feito com dados coletados desde o ano 2000, quando a prevalência era de 1 caso para cada 150 crianças, mostra um crescimento praticamente contínuo e até culminar em 2018 a prevalência de 1 caso para cada 44 crianças, conforme demonstra a publicação.

Para o CDC, esse crescimento se deve à uma combinação de mudanças nas definições clínicas do autismo, que passou a incluir casos que antigamente não eram identificados, com o avanço no preparo dos profissionais para diagnosticar o TEA.

Já a...

Continue lendo...

Como facilitar a volta às aulas ou mudança de escola para o aluno autista?

Se o retorno à escola por si já desperta apreensão, o retorno à uma escola nova só aumenta essa tensão. Adicione a esse contexto quase 2 anos de afastamento do ambiente escolar por conta da pandemia e temos a receita para um aluno, uma família e uma equipe escolar insegura.

Para lidar com esse cenário um trabalho de equipe é fundamental para tornar o retorno à nova escola um processo bem mais leve para o estudante, para a equipe escolar e para a família. Vejamos 7 medidas práticas baseadas na ABA aplicada ao TEA que podem colaborar nesse processo:

1 – Apresente visualmente a escola e os educadores. A ciência mostra que o cérebro de pessoas com TEA têm um funcionamento mais visual. Por essa razão, uma história social com a foto da fachada da escola, dos principais ambientes como sala de aula, pátio e banheiro já proporcionarão recursos...

Continue lendo...
1 2 3
Close

60% Completado

Quase pronto

Estamos constantemente envolvidos na pesquisa, na elaboração de novos materiais e cursos baseados em evidências científicas sobre autismo, desenvolvimento atípico e aprendizagem. Garantimos que todo conteúdo que encontrar aqui tem muita pesquisa e objetividade.