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Práticas Baseadas em Evidências

O que são e como podem ajudar pessoas autistas?

Se você é mãe, pai, cuidador ou profissional que trabalha com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), é importante estar familiarizada com o conceito de Práticas Baseadas em Evidências (PBEs). Neste artigo, vamos explorar o que são as PBEs e apresentar algumas das intervenções mais comumente utilizadas com base em evidências para o tratamento do TEA.

 

O que são Práticas Baseadas em Evidências?

Práticas Baseadas em Evidências (PBEs) são intervenções e estratégias de ensino que foram comprovadas por pesquisas científicas para serem eficazes na promoção do desenvolvimento e da aprendizagem de pessoas com TEA. Isso significa que elas são baseadas em estudos e pesquisas que mostraram que as práticas produzem resultados positivos para indivíduos...

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Lucy, a autista cega que aprendeu a tocar piano com estratégias baseadas em evidências

Descubra como a prática de ABA pode ajudar pessoas autistas a desenvolverem habilidades 

Lucy é uma autista de nível 3 de suporte, cega, que aprendeu a tocar piano maravilhosamente. Isso foi possível graças ao trabalho em equipe e ao uso de estratégias baseadas em ABA (Análise do Comportamento Aplicada), que ajudam pessoas com autismo a aprender habilidades sociais, acadêmicas e de comunicação.

No caso de Lucy, o professor de piano utilizou estratégias específicas, como a trabalhar sobre o interesse da Lucy em músicas clássicas e jazz, fez análise de tarefa dividindo as músicas em trechos menores para que ela pudesse aprender, utilizou trocas de turno intercalando as lições com músicas que ela desejava tocar livremente, além de dar diferentes níveis de ajuda conforme a necessidade e ir esvanecendo conforme ela ia aprendendo. Ele...

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Comportamento Verbal, quem ensina, aprende

Por Marcia Pedralino

A ABA é a sigla em inglês usada para a ciência da Análise do Comportamento Aplicada. Uma das disciplinas mais importantes da ABA é o Comportamento Verbal. Normalmente utiliza-se o termo verbal para falar da comunicação através da fala ou escrita. Mas Skinner, que foi o pesquisador que desenvolveu a teoria do Comportamento Verbal, incluiu na definição desse termo todos os comportamentos que a gente usa para se comunicar. Ou seja, além da escrita e da fala, o Comportamento Verbal inclui, os gestos como o apontar, as imagens como a figuras e pistas visuais, os sinais de comunicação como a língua brasileira de sinais, enfim, todos os comportamentos que tenham o objetivo de comunicar algo.

O comportamento de comunicação, especialmente a fala, costuma ser aprendido de forma muito natural pelas pessoas típicas, por observação e...

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Entenda Sobre a Ciência ABA na Prática

ABA não é um método. É ciência. No SuperABA te apresentamos a ABA aplicada à pessoa autista. Te mostramos como um especialista usa a ABA para analisar INDIVIDUALMENTE cada criança, e a partir das suas necessidades e preferências, programa estratégias para o tratamento.

O profissional analisa comportamentos alvo, usando a tríplice contingência: Antecedente, Resposta e Consequência. É simples na fórmula, mas complexo quando se transporta essa análise para as especificidades das necessidades orgânicas de uma pessoa, para o repertório individual de conhecimento e preferências que ela já tem, e para a própria cultura familiar e social.

É com base nessa complexidade, que o especialista em ABA orienta a aplicação de programas que ensinam comportamentos socialmente relevantes para cada indivíduo, comunicando o que deseja e o que...

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Mães e pais também devem aprender sobre a ABA?

A terapia baseada em ABA, que é a sigla de Applied Behavior Analisys, em português Análise do Comportamento Aplicada, é hoje um dos tratamentos mais utilizados para pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Ela busca ampliar comportamentos, interesses e habilidades que sejam socialmente relevantes para a pessoa autista e diminuir aqueles que podem ser prejudiciais para o seu desenvolvimento, aprendizagem e interação social.

Para isso, ela basicamente analisa os comportamentos, destrinchando o que acontece antes e o que acontece depois do comportamento escolhido que está fazendo com que ele ocorra novamente. Parece simples, mas à medida que estudamos percebemos que é bastante complexo, por uma série de razões como a própria evolução da ABA aplicada ao TEA, que exige respeito fundamental aos interesses dos seus clientes, que não são as mães e pais, mas...

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5 dicas de como lidar com comportamentos disruptivos

Uma das características marcantes no autismo é a dificuldade em lidar com alguns tipos de frustrações em razão de algumas particularidades da condição, como inflexibilidade, rigidez, interesses restritos, dificuldades em regular os próprios sentimentos, e especialmente dificuldades na compreensão ou na expressão da linguagem.

O sentimento de frustração pode aparecer na criança ao tentar ganhar atenção, fugir de algumas atividades, entre outras situações. Neste momento ocorrem os comportamentos disruptivos, que são respostas emitidas por meio de gritos, choros, se jogar no chão, quebrar objetos, agressividade, etc.

Isso pode ser desafiador para qualquer mãe e qualquer pai.

Por isso, trouxemos 5 dicas de como você pode lidar com esses comportamentos:

  1. Analise o comportamento indesejado feito pela criança. Para isso você pode...
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Os Benefícios da Terapia ABA no Autismo

Quando falamos de ABA, devemos nos referir a ela no feminino, já que a Análise do Comportamento Aplicada é uma ciência e não um método, portanto, invalidando o uso do artigo masculino.

As terapias baseadas na ciência ABA acumulam os mais robustos dados científicos de eficácia no tratamento de pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ela contribui para ajudar pessoas autistas a adquirir ou aprimorar habilidades que lhes são mais desafiadoras, a como comunicação e interação social com colegas, além de colaborar para reduzir comportamentos que lhes são prejudiciais como agressão contra outros ou até contra si própria.

Como ciência, a ABA se baseia em 7 dimensões fundamentais que são: Aplicada, Comportamental, Analítica, Tecnológica, Conceitual, Eficaz e Generalizável. São fundamentos que exigem estudo...

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Como facilitar a volta às aulas ou mudança de escola para o aluno autista?

Se o retorno à escola por si já desperta apreensão, o retorno à uma escola nova só aumenta essa tensão. Adicione a esse contexto quase 2 anos de afastamento do ambiente escolar por conta da pandemia e temos a receita para um aluno, uma família e uma equipe escolar insegura.

Para lidar com esse cenário um trabalho de equipe é fundamental para tornar o retorno à nova escola um processo bem mais leve para o estudante, para a equipe escolar e para a família. Vejamos 7 medidas práticas baseadas na ABA aplicada ao TEA que podem colaborar nesse processo:

1 – Apresente visualmente a escola e os educadores. A ciência mostra que o cérebro de pessoas com TEA têm um funcionamento mais visual. Por essa razão, uma história social com a foto da fachada da escola, dos principais ambientes como sala de aula, pátio e banheiro já proporcionarão recursos...

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Sem Limites: Quanto tempo de intervenção é ideal para um autista?

Depende das necessidades clínicas do indivíduo.

Na avaliação da necessidade de horas de intervenção são considerados os déficits cognitivos, de linguagem, interação social e processamento sensorial, além da frequência e intensidade de comportamentos disruptivos.

Tratamento focado: 10 a 25 horas semanais, sem contar supervisão e treinamento de pais e cuidadores.

Tratamento abrangente: 30 a 40 horas semanais, 1:1 de intervenção diretamente com o indivíduo, sem contar o treinamento de pais e cuidadores, supervisão e outros serviços necessários. Posteriormente as horas de terapia podem ser elevadas ou diminuídas de acordo com a resposta do cliente. O aumento de horas é indicado para favorecer o alcance de metas do tratamento. Indica-se a diminuição quando o cliente alcança a maioria das metas do tratamento.

O tratamento...

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Inovações digitais tornam as intervenções no autismo baseadas em ABA mais acessíveis e significativas

Entre os muitos desafios que as famílias enfrentam ao receber um diagnóstico de autismo está a pressão financeira associada à condição de neurodesenvolvimento de seus filhos. As despesas médicas são estimadas em quatro a seis vezes maiores do que uma criança sem transtorno do espectro do autismo (TEA). Um custo que no Brasil está fora do alcance de muitas famílias.

Esse alto custo financeiro está associado ao enorme desafio de obter acesso a profissionais competentes e serviços de qualidade. O que se reflete principalmente em longas listas de espera para atendimento especializado.

No Brasil há cerca de 4 milhões de pessoas autistas. E à medida que a taxa de diagnósticos aumenta, aumenta também a necessidade de profissionais altamente qualificados, que se já são disputados nos grandes centros, são ainda mais escassos nas cidades do...

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Estamos constantemente envolvidos na pesquisa, na elaboração de novos materiais e cursos baseados em evidências científicas sobre autismo, desenvolvimento atípico e aprendizagem. Garantimos que todo conteúdo que encontrar aqui tem muita pesquisa e objetividade.