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Sem Limites: Quanto tempo de intervenção é ideal para um autista?

Depende das necessidades clínicas do indivíduo.

Na avaliação da necessidade de horas de intervenção são considerados os déficits cognitivos, de linguagem, interação social e processamento sensorial, além da frequência e intensidade de comportamentos disruptivos.

Tratamento focado: 10 a 25 horas semanais, sem contar supervisão e treinamento de pais e cuidadores.

Tratamento abrangente: 30 a 40 horas semanais, 1:1 de intervenção diretamente com o indivíduo, sem contar o treinamento de pais e cuidadores, supervisão e outros serviços necessários. Posteriormente as horas de terapia podem ser elevadas ou diminuídas de acordo com a resposta do cliente. O aumento de horas é indicado para favorecer o alcance de metas do tratamento. Indica-se a diminuição quando o cliente alcança a maioria das metas do tratamento.

O tratamento...

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Inovações digitais tornam as intervenções no autismo baseadas em ABA mais acessíveis e significativas

Entre os muitos desafios que as famílias enfrentam ao receber um diagnóstico de autismo está a pressão financeira associada à condição de neurodesenvolvimento de seus filhos. As despesas médicas são estimadas em quatro a seis vezes maiores do que uma criança sem transtorno do espectro do autismo (TEA). Um custo que no Brasil está fora do alcance de muitas famílias.

Esse alto custo financeiro está associado ao enorme desafio de obter acesso a profissionais competentes e serviços de qualidade. O que se reflete principalmente em longas listas de espera para atendimento especializado.

No Brasil há cerca de 4 milhões de pessoas autistas. E à medida que a taxa de diagnósticos aumenta, aumenta também a necessidade de profissionais altamente qualificados, que se já são disputados nos grandes centros, são ainda mais escassos nas cidades do...

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A Difícil Extinção

A extinção é o ato de interromper um reforçamento. Costuma ser mais conhecida pelo público em geral como o ato de ignorar determinado comportamento que se deseja cessar. Entretanto, a extinção pode ter aspectos mais complexos que precisam ser considerados para ser realmente bem sucedida.

São três os aspectos envolvidos no conceito de extinção operante:

Primeiro aspecto: É preciso haver uma relação entre resposta e reforço já estabelecida. Por exemplo: sempre que o bebê vê um familiar usando um celular ele emite a resposta de levantar as mãozinhas, que é reforçado pelos familiares que lhe entregam o aparelho de celular para assistir vídeos no YouTube.

Segundo aspecto: Ocorre a quebra dessa relação de reforçamento. No exemplo do nosso bebê, isso equivaleria à mãe orientar que nenhum familiar...

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Reforçamento negativo é diferente de punição

Um dos maiores e mais comuns equívocos que cometemos quando estamos começando a aprender sobre a Análise do Comportamento é atribuir ao termo “Reforçamento negativo” o significado de punição. Ou seja, pensar que reforçar negativamente seja castigar, deixar no quarto, proibir de usar o celular, dar uma bronca. E para entender bem isso é preciso ter um olhar mais aritmético para o conceito.

O termo “reforçamento” tem o sentido de fortalecimento de um determinado comportamento, ou seja, implica numa ação que aumenta a probabilidade de um comportamento ocorrer novamente. Então, guarde isso, você reforça para aumentar. Reforço = >

O termo “negativo” é o oposto de “positivo” e matematicamente são representados pelos sinais de – e +, respectivamente.

Quando você faz um reforçamento positivo,...

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Frequência e mudança do comportamento

A frequência da ocorrência de um comportamento está intimamente ligada ao conceito do comportamento operante definida por Skinner, ou seja, a ação que impacta o ambiente.

Essa compreensão começou a ser delineada em 1898, quando Edward L. Thorndike formulou a Lei do Efeito que diz que o comportamento de um organismo é fortalecido mediante às consequências obtidas. Tendemos a continuar fazendo aquilo que nos proporciona resultados satisfatórios. Dessa forma, operamos sobre o ambiente à nossa volta e o ambiente é impactado pela nossa operação, razão pela qual somos sensíveis às consequências das nossas atitudes.

As consequências do comportamento podem ser reforçadoras, punitivas ou nulas, que é exatamente quando nada acontece e são essas consequências que irão moldar a força ou frequêcia de um...

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Fonoaudiologia no Autismo

A análise do comportamento vê a linguagem como um comportamento operante.

Quer dizer que a linguagem age sobre o ambiente do falante, que é impactado pelas consequências geradas por ela.

A diferença é que as consequências desse comportamento verbal são mediadas pelo outro. As dificuldades de interação dos autistas impactam diretamente no desenvolvimento da sua linguagem.

A fonoaudiologia é uma especialidade fundamental no desenvolvimento da linguagem das pessoas autistas e sua intervenção aliada à ABA potencializa o seu impacto terapêutico.

Nosso reconhecimento e homenagem às fonoaudiólogas pelo seu dia e pelo precioso serviço que prestam ao desenvolvimento humano através da linguagem! Parabéns!!!

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Como funciona a Análise Funcional?

A Análise Funcional nos permite identificar fontes de manutenção de comportamentos difíceis antes do tratamento. (Iwata & Dozier, 2008).

Como esse comportamento funciona? Em que ambiente? Quem estava presente? Qual o motivo? Qual a recompensa? De forma resumida, essas são as perguntas que dão forma à uma Análise Funcional, também conhecida pela sigla AF.

É a partir da AF que será possível compreender qual é a real função de cada comportamento a ser trabalhado junto à criança, jovem ou adulto avaliado. Somente a partir da identificação do contexto, contingências e reforços é possível trabalhar um comportamento em suas causas, ao invés da sua forma. Ou seja, uma evolução para além do processo de tentativa e erro que envolve tantos desgastes emocionais e desperdício de tempo dos envolvidos....

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