Mães e pais também devem aprender sobre a ABA?

A terapia baseada em ABA, que é a sigla de Applied Behavior Analisys, em português Análise do Comportamento Aplicada, é hoje um dos tratamentos mais utilizados para pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Ela busca ampliar comportamentos, interesses e habilidades que sejam socialmente relevantes para a pessoa autista e diminuir aqueles que podem ser prejudiciais para o seu desenvolvimento, aprendizagem e interação social.

Para isso, ela basicamente analisa os comportamentos, destrinchando o que acontece antes e o que acontece depois do comportamento escolhido que está fazendo com que ele ocorra novamente. Parece simples, mas à medida que estudamos percebemos que é bastante complexo, por uma série de razões como a própria evolução da ABA aplicada ao TEA, que exige respeito fundamental aos interesses dos seus clientes, que não são as mães e pais, mas...

Continue lendo...

5 dicas de como lidar com comportamentos disruptivos

Uma das características marcantes no autismo é a dificuldade em lidar com alguns tipos de frustrações em razão de algumas particularidades da condição, como inflexibilidade, rigidez, interesses restritos, dificuldades em regular os próprios sentimentos, e especialmente dificuldades na compreensão ou na expressão da linguagem.

O sentimento de frustração pode aparecer na criança ao tentar ganhar atenção, fugir de algumas atividades, entre outras situações. Neste momento ocorrem os comportamentos disruptivos, que são respostas emitidas por meio de gritos, choros, se jogar no chão, quebrar objetos, agressividade, etc.

Isso pode ser desafiador para qualquer mãe e qualquer pai.

Por isso, trouxemos 5 dicas de como você pode lidar com esses comportamentos:

  1. Analise o comportamento indesejado feito pela criança. Para isso você pode...
Continue lendo...

Os Benefícios da Terapia ABA no Autismo

Quando falamos de ABA, devemos nos referir a ela no feminino, já que a Análise do Comportamento Aplicada é uma ciência e não um método, portanto, invalidando o uso do artigo masculino.

As terapias baseadas na ciência ABA acumulam os mais robustos dados científicos de eficácia no tratamento de pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ela contribui para ajudar pessoas autistas a adquirir ou aprimorar habilidades que lhes são mais desafiadoras, a como comunicação e interação social com colegas, além de colaborar para reduzir comportamentos que lhes são prejudiciais como agressão contra outros ou até contra si própria.

Como ciência, a ABA se baseia em 7 dimensões fundamentais que são: Aplicada, Comportamental, Analítica, Tecnológica, Conceitual, Eficaz e Generalizável. São fundamentos que exigem estudo...

Continue lendo...

Como facilitar a volta às aulas ou mudança de escola para o aluno autista?

Se o retorno à escola por si já desperta apreensão, o retorno à uma escola nova só aumenta essa tensão. Adicione a esse contexto quase 2 anos de afastamento do ambiente escolar por conta da pandemia e temos a receita para um aluno, uma família e uma equipe escolar insegura.

Para lidar com esse cenário um trabalho de equipe é fundamental para tornar o retorno à nova escola um processo bem mais leve para o estudante, para a equipe escolar e para a família. Vejamos 7 medidas práticas baseadas na ABA aplicada ao TEA que podem colaborar nesse processo:

1 – Apresente visualmente a escola e os educadores. A ciência mostra que o cérebro de pessoas com TEA têm um funcionamento mais visual. Por essa razão, uma história social com a foto da fachada da escola, dos principais ambientes como sala de aula, pátio e banheiro já proporcionarão recursos...

Continue lendo...

Sem Limites: Quanto tempo de intervenção é ideal para um autista?

Depende das necessidades clínicas do indivíduo.

Na avaliação da necessidade de horas de intervenção são considerados os déficits cognitivos, de linguagem, interação social e processamento sensorial, além da frequência e intensidade de comportamentos disruptivos.

Tratamento focado: 10 a 25 horas semanais, sem contar supervisão e treinamento de pais e cuidadores.

Tratamento abrangente: 30 a 40 horas semanais, 1:1 de intervenção diretamente com o indivíduo, sem contar o treinamento de pais e cuidadores, supervisão e outros serviços necessários. Posteriormente as horas de terapia podem ser elevadas ou diminuídas de acordo com a resposta do cliente. O aumento de horas é indicado para favorecer o alcance de metas do tratamento. Indica-se a diminuição quando o cliente alcança a maioria das metas do tratamento.

O tratamento...

Continue lendo...

Inovações digitais tornam as intervenções no autismo baseadas em ABA mais acessíveis e significativas

Entre os muitos desafios que as famílias enfrentam ao receber um diagnóstico de autismo está a pressão financeira associada à condição de neurodesenvolvimento de seus filhos. As despesas médicas são estimadas em quatro a seis vezes maiores do que uma criança sem transtorno do espectro do autismo (TEA). Um custo que no Brasil está fora do alcance de muitas famílias.

Esse alto custo financeiro está associado ao enorme desafio de obter acesso a profissionais competentes e serviços de qualidade. O que se reflete principalmente em longas listas de espera para atendimento especializado.

No Brasil há cerca de 4 milhões de pessoas autistas. E à medida que a taxa de diagnósticos aumenta, aumenta também a necessidade de profissionais altamente qualificados, que se já são disputados nos grandes centros, são ainda mais escassos nas cidades do...

Continue lendo...

A Difícil Extinção

A extinção é o ato de interromper um reforçamento. Costuma ser mais conhecida pelo público em geral como o ato de ignorar determinado comportamento que se deseja cessar. Entretanto, a extinção pode ter aspectos mais complexos que precisam ser considerados para ser realmente bem sucedida.

São três os aspectos envolvidos no conceito de extinção operante:

Primeiro aspecto: É preciso haver uma relação entre resposta e reforço já estabelecida. Por exemplo: sempre que o bebê vê um familiar usando um celular ele emite a resposta de levantar as mãozinhas, que é reforçado pelos familiares que lhe entregam o aparelho de celular para assistir vídeos no YouTube.

Segundo aspecto: Ocorre a quebra dessa relação de reforçamento. No exemplo do nosso bebê, isso equivaleria à mãe orientar que nenhum familiar...

Continue lendo...

Reforçamento negativo é diferente de punição

Um dos maiores e mais comuns equívocos que cometemos quando estamos começando a aprender sobre a Análise do Comportamento é atribuir ao termo “Reforçamento negativo” o significado de punição. Ou seja, pensar que reforçar negativamente seja castigar, deixar no quarto, proibir de usar o celular, dar uma bronca. E para entender bem isso é preciso ter um olhar mais aritmético para o conceito.

O termo “reforçamento” tem o sentido de fortalecimento de um determinado comportamento, ou seja, implica numa ação que aumenta a probabilidade de um comportamento ocorrer novamente. Então, guarde isso, você reforça para aumentar. Reforço = >

O termo “negativo” é o oposto de “positivo” e matematicamente são representados pelos sinais de – e +, respectivamente.

Quando você faz um reforçamento positivo,...

Continue lendo...

Frequência e mudança do comportamento

A frequência da ocorrência de um comportamento está intimamente ligada ao conceito do comportamento operante definida por Skinner, ou seja, a ação que impacta o ambiente.

Essa compreensão começou a ser delineada em 1898, quando Edward L. Thorndike formulou a Lei do Efeito que diz que o comportamento de um organismo é fortalecido mediante às consequências obtidas. Tendemos a continuar fazendo aquilo que nos proporciona resultados satisfatórios. Dessa forma, operamos sobre o ambiente à nossa volta e o ambiente é impactado pela nossa operação, razão pela qual somos sensíveis às consequências das nossas atitudes.

As consequências do comportamento podem ser reforçadoras, punitivas ou nulas, que é exatamente quando nada acontece e são essas consequências que irão moldar a força ou frequêcia de um...

Continue lendo...

Fonoaudiologia no Autismo

A análise do comportamento vê a linguagem como um comportamento operante.

Quer dizer que a linguagem age sobre o ambiente do falante, que é impactado pelas consequências geradas por ela.

A diferença é que as consequências desse comportamento verbal são mediadas pelo outro. As dificuldades de interação dos autistas impactam diretamente no desenvolvimento da sua linguagem.

A fonoaudiologia é uma especialidade fundamental no desenvolvimento da linguagem das pessoas autistas e sua intervenção aliada à ABA potencializa o seu impacto terapêutico.

Nosso reconhecimento e homenagem às fonoaudiólogas pelo seu dia e pelo precioso serviço que prestam ao desenvolvimento humano através da linguagem! Parabéns!!!

Continue lendo...
1 2
Close

60% Completado

Quase pronto

Estamos constantemente envolvidos na pesquisa, na elaboração de novos materiais e cursos baseados em evidências científicas sobre autismo, desenvolvimento atípico e aprendizagem. Garantimos que todo conteúdo que encontrar aqui tem muita pesquisa e objetividade.